Uma notícia via LUSA sobre a presença das instituições portuguesas que estão a aderir ao twitter. Aqui fica um trabalho interessante e que retrata bem uma realidade cada vez mais actual e frequente.
Presidência da República, Guarda Nacional Republicana, Fenprof, Centro Nacional de Cultura, Instituto Camões, Cinemateca e universidades do Porto e de Coimbra são algumas das instituições portuguesas presentes no Twitter, a ferramenta de comunicação que mais tem crescido na Internet.
O Twitter é uma ferramenta de criação gratuita de microblogs, lançada há três anos nos Estados Unidos em torno de uma pergunta: «O que estás a fazer neste momento?».
Esta ferramenta, já considerada como o telégrafo do século XXI, permite o envio e partilha de pequenas mensagens até 140 caracteres, às quais se pode responder instantaneamente, e a criação de uma rede social de «seguidos» e «seguidores».
«O objectivo fundamental é acompanharmos este ritmo vertiginoso da sociedade. É uma forma de chegarmos às novas gerações, que já estão mais no mundo virtual do que no real», disse à agência Lusa o chefe da Divisão de Comunicação e Relações Públicas da GNR, tenente-coronel Pedro Costa Lima.
Além do Twitter, a GNR iniciou também em Fevereiro a colocação de fotos no Flickr e de vídeos no YouTube e no portal Sapo, com o objectivo de mostrar a renovada Guarda Republicana.
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«No fundo, é mostrarmos o que somos. É uma forma de abrirmos as portas da Guarda e de chegarmos a um público que de outra forma não conhece o que somos», salientou Costa Lima.
A GNR está a utilizar o Twitter para difundir conselhos e informações sobre a sua actividade, à semelhança do que começaram a fazer nas últimas semanas outras instituições, muitas delas impulsionadas pelo anúncio, em 20 de Janeiro, da abertura da conta da Presidência da República.
«É uma maneira fácil de uma instituição divulgar as suas actividades. Para os assessores de imprensa, o Twitter é uma ferramenta muito boa», disse à Lusa João Simão, professor de Ciências da Comunicação na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, especialista em redes sociais na Internet.
Para João Simão, o actual «boom» de crescimento de utilizadores de microblogs, como o Twitter e o Plurk, está a ser muito semelhante ao que ocorreu em 2003 e 2004 com os blogs.
«Houve a moda da blogosfera e depois foram ficando apenas os blogs levados mais a sério», afirmou o investigador, para quem o sucesso do Twitter se deve, fundamentalmente, ao limite de 140 caracteres imposto às mensagens.
«O Twitter veio responder à necessidade de querer comunicar, mas não ter tempo para escrever um post no blog», salientou, destacando também a vantagem de se seguir num mesmo local o que outros utilizadores estão a fazer.
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