MEIOS DE COMUNICAÇÃO AGUARDAM DECRÉSCIMO DO VOLUME DE NEGÓCIOS.

Os órgãos de Comunicação Social prevêem um forte decréscimo do volume de negócios ainda para 2009 e quebras significativas na rádio e imprensa em 2010. Segundo revela o DN TV & Media foi esta a conclusão de um estudo realizado pela consultora Deloitte.

O momento particularmente difícil que o sector da comunicação atravessa pode ser explicado tanto pela crise económico-financeira como pela queda abrupta do investimento publicitário. Esta situação afigura-se mais grave para a rádio e principalmente para a imprensa que registou um decréscimo de 20 por cento, a preço de tabela, no primeiro trimestre de 2009: segundo Hugo Dias, manager da Deloitte na área de consultoria de Tecnologia, Media e Telecomunicações (TMT), tal significa que “na realidade, a quebra foi maior”.

A Televisão paga e a Internet não estão a ser afectadas por esta quebra, aliás espera-se um aumento do volume de negócios tanto este ano como para 2010. Segundo Hugo Dias “O investimento publicitário nos canais de cabo aumentou 6% no primeiro trimestre deste ano, o número de horas visionadas cresceu 10% e o acréscimo de assinantes ascendeu a 12%”.

49 por cento das empresas de comunicação que foram inquiridas para o estudo
TMT Predictions Portugal – 2009/2010, ontem revelado, salientaram a importância de reformular o modelo de negócio e implementar programas estruturantes de redução de custos.

Várias empresas já reagiram com planos de redução de custos, despedimentos de funcionários e o encerramento dos títulos menos rentáveis, contudo novas tendências avistam-se no horizonte para o próximo ano e meio . “Com base no feedback que recebemos, as medidas estruturantes que devem marcar o futuro próximo desta actividade passam pela centralização de custos: unificação de redacções, online e offline, e a criação de núcleos especializados em determinados temas a produzir para multimarcas e multimeios”, assim explicou Hugo Dias ao DN TV & MEDIA.


DEIXE O SEU COMENTÁRIO