JOSÉ ALBERTO CARVALHO CONSIDERA ABSURDO IR A PARLAMENTO PELA TERCEIRA VEZ.
Em declarações à agência Lusa o director de informação da RTP, José Alberto Carvalho, considera “estranho e absurdo” ser chamado pela terceira vez ao Parlamento a fim de esclarecer os critérios editoriais da estação: afirma ainda que se trata de um caso inédito em toda a Europa.
Agostinho Branquinho, actual deputado do Partido Social-democrata, referiu ontem no Parlamento, em tom acusatório, que a RTP está a ser instrumentalizada pelo Governo e pelo Partido Socialista: afirmou ainda em conferência de imprensa que o PSD usou um direito de agendamento para impor a audição a José Alberto Carvalho.
Segundo avança o DN TV& Media, a acusação de Branquinho baseia-se nos relatórios da ERC acerca do pluralismo político-partidário no serviço público de televisão efectuados em 2006, 2007 e 2008. José Alberto Carvalho respondeu à Lusa que “Se o deputado Agostinho Branquinho se refere ao relatório da ERC, terei todo o prazer em elucidar pela terceira vez qual a posição da RTP em relação a esta matéria”.
O deputado do PSD, referiu ainda que o quadro de referência sobre o tempo que o noticiário da estação pública deve dedicar ao Governo e aos restantes partidos políticos, “foi consensualmente acordado entre partidos políticos com assento parlamentar, a ERC e a própria RTP”. O director de informação da estação publica desmente esta afirmação, “A RTP concordou com 50 por cento de notícias para o Governo e 50 por cento para a oposição”.
Quanto às acusações de silenciamento do Canal, José Alberto Carvalho desafiou Branquinho a apontar quais os acontecimentos relativos ao partido laranja que não tiveram a devida cobertura pela RTP.







