JORNALISMO E REDES SOCIAIS POR ROSENTAL ALVES

Director do Knight Center para o Jornalismo nas Américas analisou, no Porto, a situação actual que os media estão a atravessar.

Com uma experiência profissional incontornável, Rosental Alves destacou a Revolução Digital como factor que adquire maior importância nos meios de comunicação social, afirmando que o primordial é compreender a “gravidade, a profundidade, a seriedade das mudanças paradigmáticas que as comunicações estão sofrendo” como consequência desta revolução. Desta forma, quando confrontado com o possível “mediacídio” que actualmente está em voga, o investigador esclarece que só os meios de comunicação que não aceitarem as mudanças em relação à adopção das novas tecnologias, estarão destinados ao fracasso: “as pessoas estão mudando a maneira de comunicar graças aos avanços tecnológicos que só vão se acelerar nos próximos anos. E a media que não entender isso e não se adaptar a isso está fadada a morrer”.

Segundo Rosental Alves quando uma notícia é divulgada em primeiro lugar na internet (“Web first”), existe uma complementaridade entre as cadeias televisivas e o ciberjornalismo ao invés de uma (con)fusão dos meios de comunicação envolvidos, uma vez que “o facto de colocar na Web primeiro não significa que a mensagem perca valor quando vai para a televisão. É uma outra dinâmica. Uma não diminui a outra. Uma coisa convive com a outra e isso tudo vai, inclusive, reforçando uma a outra. O que não pode é negar a outra.” Para o Professor, o jornalismo actual” não pode estar fora [das redes sociais] ” e defende ainda que “as redes às quais o cidadão pertence são mais importantes que a CNN. E o crescimento exponencial das redes desata uma força desconhecida da sabedoria colectiva, mas também da burrice colectiva. Mas são forças novas, diferentes”.

Em relação ao futuro do jornalismo, o investigador acredita que muitas outras novidades irão surgir: se actualmente os 140 caracteres parecem ser uma realidade, no futuro pode não corresponder à verdade: “O jornal do futuro vai conviver com os 140 caracteres e com outros tipos de mensagens que nós não podemos nem imaginar. Há dois anos, quando nasceu o Twitter, nós não podíamos imaginar que os 140 caracteres iriam adquirir tanta força, e amanhã vão aparecer outras coisas que vão fazer parte dessa ecologia, desse ecossistema.”

Informação recolhida: Jornalismo Porto Net

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