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FUTURO DOS MEDIA

Steve Ballmer, CEO da Microsoft, pronunciou-se em Cane sobre o futuro dos media. Deixou vários recados ou previsões mas destaco dois, com os quais concordo. Primeiro o volume de investimento publicitário nos media tradicionais não voltará a ter os mesmo valores. O on-line ou melhor o digital ganha e continuará a ganhar terreno. Segundo é necessário produzir conteúdos digitais para além do computrador. A mobilidade está cada vez mais a extravasar o computador é preciso uma produção de conteúdos que seja igualmente funcional e visível no computador, nos dispositivos moveis, PDA, iPhone, smartphone e adaptar esses mesmos conteúdos à TV e à utilização de um comando.

Mas também em Portugal se fala do futuro dos media, Nuno Artur Silva, presidente-executivo das Produções Fictícias destaca a importância dos conteúdos chamando a atenção para que a aposta não passe apenas na renovação dos meios.

A propósito do VII Fórum Telecom e Média, Rolando Oliveira, vice-presidente da Controlinveste falou ainda do problema que os sites agregadores de noticias, (como o Google News, ou o destakes no caso nacional) geram para os jornais sem qualquer contrapartida. a este respeito já me referi várias vezes. Os jornais não podem continuar a aplicar on-line o mesmo modelo que aplicam/aplicavam nas versões tradicionais.

São precisos novos modelos de negócios que possam rentabilizar os conteúdos digitais, mas enquanto esses novos modelos não aparecem e a publicidade no site continua a ser a principal fonte de receita é preciso reforçar a diferenciação e a complementaridade dos conteúdos e do multimédia. Repare-se, os agregadores não são o problema, apenas o são se não levarem os leitor ao site do jornal. Tal como o RSS e outras formas de distribuição de informação. há muito que nos meios digitais o conteúdo se separou da forma, isto é, as noticias separaram-se do site, podem ser vistas/lidas em várias plataformas. Se o objectivo é trazer os “leitores” ao site do jornal é preciso cativar para isso, é preciso oferecer algo que não seja distribuído pelo RSS. Refiro-me a elementos multimédia no interior das notícias e que complementem a informação. Refiro-me a formas de interacção e de criação de comunidades. Refiro-me a um modelo que há muito defendo e que cada vez mais é possível de aplicar assim exista vontade.

Entre o futuro dos media e o do Twitter

FONTE: Meios & Publicidade

CONTEÚDOS SÃO O FUTURO

FONTE: Jornal de Notícias

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