A 15 de Dezembro de 1955 dava-se cumprimento ao disposto no artigo 1º do Decreto-Lei nº 40 341. Por escritura assinada no gabinete da direcção da Emissora Nacional de Radiodifusão “ficou definitivamente constituída, por iniciativa do Governo, uma sociedade anónima de responsabilidade limitada, com sede e domicílio na cidade de Lisboa, sob a designação de RTP – Radiotelevisão Portuguesa, SARL, que se iniciou com o capital mínimo previsto na lei, no montante de 60 milhões de escudos, divididos em terços que couberam ao Estado, às emissoras particulares de radiodifusão e ao público – esta parte a subscrever em acções de 1000 escudos, pelas quais se tornaram desde logo responsáveis várias instituições bancárias.
“A RTP tem por objecto a instalação e exploração, em território português, mediante concessão outorgada pelo Estado, do serviço de radiodifusão, na sua modalidade de Televisão, e bem assim o exercício das seguintes explorações de publicidade:
a) Cedência de tempo das suas emissões;
b) Emissões de Televisão e de Radiodifusão com inclusão de publicidade;
c) Venda e aluguer de filmes com programas;
d) Venda e aluguer de aparelhos de Televisão e de Radiodifusão e seus acessórios;
e) Serviço de assistência técnica aos aparelhos de Televisão e de Radiodifusão;
f) Quaisquer outras actividades comerciais ligadas ou relacionadas com a exploração destes serviços, autorizadas pelo Governo.”
A sociedade, enquanto concessionária do serviço público de TV, ficou assistida por um comissário do Governo, para superintender na fiscalização dos serviços concedidos. Quanto à parte técnica, essa fiscalização seria exercida por intermédio da direcção dos Serviços Radioeléctricos da Administração-Geral dos Correios, Telégrafos e Telefones; e, quanto a programas, através da entidade para o efeito designada no “Estatuto da Radiodifusão Nacional”. A correspondência entre a fiscalização e a concessionária correria sempre pelo comissário do Governo, ao qual competia acompanhar toda a actividade da sociedade, assistindo às reuniões da assembleia geral e dos corpos gerentes, “com direito de suspender, até resolução do Governo, as deliberações que considerar ilegais ou inconvenientes para o interesse público.”
A nova sociedade instalou a sua sede em dependência da Emissora Nacional, na rua do Quelhas, e aí se manteve o tempo necessário até acomodação própria, na cave de um antigo palacete da rua de São Domingos à Lapa. Entretanto, e para a realização da sua primeira assembleia geral (ordinária), utilizou a RTP as salas da Associação Industrial Portuguesa, ao tempo ainda numa moradia, na avenida da Liberdade. Foi na tarde de 12 de Janeiro de 1956, com dois pontos de ordem de trabalhos: eleição dos restantes membros do Conselho Fiscal (vogais) e de toda a mesa da Assembleia Geral; e deliberações acerca de quaisquer outros assuntos de interesse para a sociedade.
Dias depois (16 de Janeiro) decorria no gabinete do Ministro da Presidência, no palácio de S. Bento, o acto de outorga da concessão do serviço público de Televisão à RTP.
A nomeação de Camilo de Mendonça para o mais alto cargo da RTP fora encarada com naturalidade, apesar de se pensar que a escolha poderia muito bem ter recaído em alguém mais próximo de áreas da comunicação ou, até, das novas tecnologias, que vinham de ter tão bom desempenho nos trabalhos preparatórios do lançamento da nossa Televisão. Afinal saiu um engenheiro, mas agrónomo, amigo de Marcello Caetano, homem de confiança política experimentada em acções da União Nacional e do Governo, como Secretário de Estado da Agricultura. Do acerto da escolha desse transmontano de 33 anos se falaria meses mais tarde, quando a RTP passou dos primeiros passos para um caminhar quase seguro, apontado aos objectivos que lhe foram propostos – isto apesar da exaustação dos recursos financeiros, uma vez que o capital estatutário cedo entrou no vermelho, com os compromissos que se assumiram com instalações, equipamentos e recursos humanos. Quer dizer: a empresa começava, já então, a conformar-se com dependências da banca e do Estado. Dirigente demasiado discreto – encarado como defeito, esse era o seu – Camilo de Mendonça soube liderar, ainda assim, uma equipa que consolidou a fase do arranque. Marcello Caetano não esperava outra coisa, ele que, mais do que ninguém, se empenhara para que a Televisão fosse uma realidade no País.
Com todos os papéis de “nascimento” em ordem, a RTP podia agora avançar pelo seu próprio território. O elenco directivo estava completo e os primeiros funcionários começavam a tomar contacto com as necessidades mais urgentes. Havia, com efeito, que pôr de pé todo o esquema de implantação da primeira fase da rede metropolitana de TV, tarefa que pedia muito empenho, embora os trabalhos anteriormente realizados pela Emissora Nacional tivessem concluído pela possibilidade de instalação de 5 centros emissores: Lisboa, Porto, Lousã, Montejunto e Fóia.
Ainda antes do fim do ano de 1956, a 5 de Dezembro, celebrava-se o contrato de compra dos 5 emissores a instalar na primeira fase da rede nacional de TV: na serra de Monsanto, em Lisboa; no monte da Virgem, em Vila Nova de Gaia; e nas serras da Lousã, Monchique e Montejunto. Para os dois primeiros, uma potência aparente irradiada de 100 kw; para os restantes, respectivamente, 50, 5 e 1 kw. Numa nota distribuída à imprensa pelos Serviços Técnicos da RTP, anunciava-se já estar instalado, provisoriamente, na serra de Monsanto, o emissor de 1 kw, devendo os restantes chegar brevemente.
A primeira fase do plano de cobertura foi orientada, no sentido de servir as três áreas populacionais mais importantes do País: Lisboa, Coimbra e Porto. Entre 4 a 5 milhões de habitantes, praticamente 60% da população do Continente vivendo nessas zonas (onde, em 1955, estavam registados 85% dos receptores de radiodifusão sonora), justificaram a localização dos emissores de maior potência. Mas, a par disto, é evidente que à RTP se iam deparando outras tarefas de amplitude pouco comum, mesmo para as grandes empresas nacionais. Houve que interligar com a montagem de toda uma estrutura que apelava para um elevado padrão técnico, os ensaios e estudos que rapidamente se estavam incrementando numa indústria nova. Problemas dos mais diversos exigiam resoluções prontas, dado que deles dependiam, primeiro, a aceitação, depois, o desenvolvimento da TV em Portugal. Foi – este é um exemplo – o caso do comércio de receptores, no qual a influência da RTP se fez sentir de modo mais preciso. Já em 1956 era possível encontrar no mercado nacional, a preços de um modo geral moderados, televisores credenciados por boas siglas de origem. As actividades comerciais da RTP dedicaram especial atenção ao aumento das importações e vendas – atenção essa bem traduzida no facto de terem sido abertos ao público estabelecimentos da própria empresa para venda de receptores e sua assistência, nas cidades de Lisboa e Porto. Por outro lado, uma vasta rede de agentes estendeu-se pelo Continente com a mesma finalidade, isto a par do incremento dado ao negócio pelas firmas ligadas ao ramo dos electrodomésticos. Da estreita colaboração entre entidades oficiais, RTP e comerciantes viria a resultar, efectivamente, a tomada de uma série de disposições convenientes para fomentar a expansão da TV em Portugal. Aproximava-se, porém, a altura em que, talvez não tantas pessoas como se desejaria que fossem, mas, ainda assim, alguns milhares, iriam ter a possibilidade de se defrontarem, pela primeira vez, com a Televisão. E do impacto produzido extraíram-se conclusões de tal modo animadoras que aquilo que pretendeu ser, apenas, uma pequena e sóbria experiência, terminou em contributo importante para apressar o aparecimento das emissões regulares de TV no nosso país. Estava-se, então, em fins de Agosto de 1956.
É ainda através de ligações precárias que a RTP proporciona ao público algumas transmissões directas de grande impacto, como foram a solene abertura do Concílio Ecuménico Vaticano II (um acontecimento a que a nossa Televisão concedeu amplos espaços informativos através de suplementos do Telejornal e com José Mensurado a ser o único enviado especial da Informação portuguesa a essa inauguração, onde teve assistência do jornalista António Reis, na altura no Vaticano); os Jogos Olímpicos de Inverno em Innsbruck e os Jogos Olímpicos de Tóquio. E dando expressão ao bom relacionamento entre os dois países peninsulares em quanto importou não apenas às provisórias vias de comunicação mas, principalmente, à determinação com que se encararam o estabelecimento das definitivas, tanto Portugal como a Espanha viram um jogo de futebol entre as respectivas selecções, transmitido do Porto; produziram e realizaram, em conjunto, um programa de variedades na noite de 26 de Dezembro de 1964; e, no último dia desse ano, directamente de Santiago de Compostela, transmitiu também a RTP as cerimónias de abertura do Ano Santo Compostelano.
Atenta aos compromissos assumidos com a União Europeia de Radiodifusão, a RTP passou a marcar presença nas várias reuniões dos órgãos de gestão desse organismo, tendo, inclusivamente, colaborado na planificação dos trabalhos da Assembleia Geral realizada em Lisboa, no ano em que se tornou seu membro activo (1959).
Durante o ano de 1960 (1 285 horas de emissão; 47 372 televisores registados e a pagarem taxa; facturação publicitária a ultrapassar, pela primeira vez, as 100 horas e os 10 mil contos); tinha então a RTP 614 empregados (apenas mais 27 do que em 1959); e entraram em funcionamento os primeiros retransmissores previstos na segunda fase do plano de cobertura do País: Marofa (Guarda) e Bornes (Bragança). No conjunto, as duas novas instalações técnicas da RTP passaram a servir cerca de 450 000 habitantes.
Nos primeiros anos 60, o teatro-RTP continuava a merecer a preferência de número muito significativo de espectadores. Em 1961 apresentaram-se 49 peças (47 no anterior); em 1962, 39 (com a particularidade das câmaras terem ido até aos palcos de teatros como Nacional, Trindade e Estufa Fria); e em 1963, 40. Elevada a percentagem de originais portugueses, de que um folhetim modelarmente concebido por Varela Silva, “Histórias Simples da Gente Cá do Meu Bairro” é um bom exemplo.
"Histórias Simples da Gente Cá do Meu Bairro" – Catarina Avelar e Rui Mendes
1963 foi um ano de acontecimentos para lembrar, quer no plano nacional, quer no internacional, detendo-se a RTP sobre eles com as capacidades técnicas de que podia dispor. Foi o ano em que desabou a cobertura da estação do Cais do Sodré (Maio) causando dezenas de vítimas; foi a ano da morte do Papa João XXIII e da eleição de Paulo VI (Junho) e do assassinato do Presidente Kennedy (Novembro). Quando, em Dallas, se consumou o crime, estava a RTP “no ar” e foi possível dar a notícia praticamente sobre a hora, em edição especial do Telejornal, complementada com uma extensa biografia que, por acaso, ainda estava na Redacção à espera de oportunidade para ser devolvida à Embaixada dos Estados Unidos.
"5 a 1" – Maria de Lurdes Resende e Artur Agostinho
A partir de 6 de Agosto de 1972 a RTP já não emite exclusivamente para o território do Continente. A sua primeira Delegação (mais tarde, 1980, Centro Regional) é oficialmente inaugurada na Madeira, após a realização de algumas emissões experimentais (a partir de 30 de Junho), que permitiram os indispensáveis ensaios e ajustes técnicos na rede de distribuição; e após, sobretudo, um ano de 1971 que foi passado em trabalho intenso de implementação das infra-estruturas necessárias.
Foi a 22 de Abril de 1972 mas, até final do mês, parte da equipa da RTP acompanhou a visita do Presidente da República portuguesa a várias cidades brasileiras, produzindo trabalho diário, em filme, para o Telejornal.
Telejornal que, nesse ano, produziu 1 486 edições a que corresponderam 380 h. “no ar”. Mais tempo, 409 h., tiveram os programas desportivos, o que, em grande parte, se ficou a dever às reportagens, em directo, dos Jogos Olímpicos de Munique: via Eurovisão, 17 transmissões e as imagens do terror que não parecia possível – pelo menos ali.
Praticamente desde o início do ano, o Telejornal passara a ser dirigido, interinamente, por José Mensurado, até então adjunto do Director.
Concretizar planos de produção nacional era, aliás, um problema, e dos grandes, para a RTP, principalmente pela notória incapacidade de resposta dos equipamentos (alguns esgotavam o seu tempo de vida útil) e das instalações (sempre as mesmas, embora se tenha feito recurso temporário a um salão de festas e a uma área coberta no colégio São João de Brito, ao Lumiar). A prioridade era dada à Informação que, entretanto, ia respondendo com outra eficácia às necessidades da actualidade, graças à introdução progressiva das câmaras portáteis de vídeo (as VTP’s) que, a breve trecho, substituiriam as máquinas de filmar, começando a tornar desnecessários os laboratórios.5 Por outro lado, as rubricas de debates em estúdio eram cada vez mais numerosas e melhor trabalhadas pelas áreas que as produziam, com destaque para as dos Programas Sociopolíticos e de Actualidades. Sabia-se da receptividade que tais debates (e entrevistas) estavam a ter junto do público e havia, por isso, que conceder-lhes os meios de que necessitavam. Não era fácil, mas fazia-se o que era possível. Os responsáveis técnicos da RTP tinham pois um leque mais diversificado de preocupações, que iam desde o acompanhamento das novas tecnologias (apesar de tudo não se podia perder o comboio) à procura de manter operacional algum velho equipamento (sem deixar escapar uma aberta para chegar a um novo), passando isto ainda por tarefa que se tende a ignorar mas que muito exigia – a manutenção da rede de emissão, sem a qual todos os outros esforços resultavam inúteis.
Maria Elisa divulgando a marcha dos resultados eleitorais
Outro acontecimento relevante no início de 1997 foi a entrada em serviço do Teletexto RTP, um jornal impresso ao serviço dos espectadores que, na circunstância, descobriram como era possível ler-se TV. Era, aliás, um dos slogâns do Teletexto: “A programação deste Canal não se vê, lê-se”. E assim era, com efeito. Essa boa surpresa proporcionada pelo pequeno ecrã constituía, para a época, um avanço muito sensível no plano tecnológico em que a RTP movimentava as suas várias operações televisivas. O espectador interessado no novo sistema (e que dispusesse de um receptor convenientemente adaptado para a função) podia “chamar” o texto utilizando as teclas do comando e ir movimentando as páginas consoante o índice que estava disponível logo na primeira janela. O serviço era gratuito e o investimento inicialmente feito pela RTP, na ordem do 70 mil contos, poderia vir a ser rentabilizado por alguma publicidade. Não era esse, porém, o marcador do propósito de existência do Teletexto. O que se fazia questão de salientar é que ele era um veículo informativo, instantâneo, ao serviço do espectador, disponibilizando-lhe breves notícias do País e do estrangeiro, informação cultural, económico-financeira e desportiva, programação dos canais de TV (incluindo a dos 2 privados), horários de comboios e aviões, meteorologia, farmácias de serviço, etc. Tratava-se, pois, de serviço de evidente utilidade pública e que, em alguns dos seus segmentos, era de largo alcance, como referia o jornalista Pedro Luís de Castro, coordenador do novo projecto: “Através da RTPi qualquer emigrante nacional a residir na Austrália ou noutro qualquer país pode ter informação actualizada (em síntese) sobre o que se passa em Portugal.” Sabemos hoje como está diferente o Teletexto que a RTP introduziu em Portugal, como implementou novas possibilidades de consulta (como as legendas, que vão ao encontro das necessidades dos deficientes auditivos) e como se ampliaram e diversificaram os objectivos informativos que são uma das razões da sua existência. Mas, em 1997, as coisas não se passavam bem assim. Era o arranque, mas era, no quadro geral das actividades da RTP, mais um passo em frente no serviço ao espectador.
A história da RTP, que chegava a 2002 cimentada por 45 anos de emissões regulares de serviço público – uma intenção de raiz algumas vezes não cumprida, pelo menos com o mérito que se desejaria –, ia começar a ser contada de outra forma e com outros propósitos a partir de 22 de Julho, data em que entra em funções um novo Conselho de Administração presidido por Almerindo Marques, preparado para enfrentar, com determinação, um desafio que se previa ser nada fácil: o de criar condições de funcionamento da RTP, só possíveis desde que reduzido o défice de exploração e resolvido o endividamento. O novo Conselho assumiu, publicamente, no decurso da sua primeira conferência de imprensa, que esses eram os alvos prioritários, a que outros se seguiriam desde que encontrado o terreno da estabilidade económica. Um trabalho que iria ser feito dentro de perspectiva sempre presente: a prestação do Serviço Público de Televisão por uma empresa liberta dos condicionalismos que a impedissem de alcançar esse objectivo.
Na ainda pequena história da Rádio e Televisão de Portugal, 2004 é também o ano em que, verdadeiramente, se consuma um arrojado plano de mudança, levado a termo depois de vencidos vários desafios – bem angustiantes, alguns deles – sendo que a luta contra o tempo não terá sido dos menores. Com efeito, consolidar e aprofundar um processo que começara por ter, no seu âmago, a absoluta necessidade de dar sobrevivência ao sector público do audiovisual português, bater-se por esse nada fácil desígnio e cumpri-lo, no essencial, em dois anos a reestruturar por onde foi preciso, era razão bastante para encorajar os novos desafios – e eles aí se perfilavam, porque há sempre outros e há sempre mais. A um deles se chegava na tarde de 31 de Março de 2004 e esse era obra concluída: a Rádio e Televisão de Portugal inaugurava a sua sede na Avenida Marechal Gomes da Costa, em Lisboa. Mas o importante é que as modernas e funcionais instalações também albergavam complexos tecnológicos avançados, da geração do digital, com que a RTP e a RDP estavam já a operar para os respectivos universos. Espaços adequados e integrados que igualmente acolhiam as áreas de gestão partilhadas pelos empresas do Grupo.
4 de Setembro de 1956.
Meia hora depois das 21 horas.
Uma câmara assesta uma das suas objectivas sobre um locutor. Foca-o. E logo após ser retirada a mira técnica, a central técnica “mete-o no ar”. Imagem ao vivo pela primeira vez. Raúl Feio1 apresentou o programa da noite. Nervos – estaria alguém no estúdio que os não sentisse à flor da pele?! – apenas de início se terão dado a conhecer, porque, entretanto, já o locutor “segurara” o público com a teia da sua conversa. Falava da satisfação que sentia em apresentar o primeiro programa de TV, “uma das maiores revelações do nosso tempo”. Evocou a lenda de Ali-Bábá, para declarar que ali, como na caverna, o “abre-te, sésamo!” correspondia a um desfile de maravilhas perante os olhos inquietos e deslumbrados do espectador. Confessou a felicidade que todos sentiam em proporcionar ao lisboeta “o maior espectáculo do Mundo” e como estavam desejosos de o poder fazer em breve a todos os portugueses. Terminou apresentando monsenhor Lopes da Cruz, presidente da Assembleia Geral da RTP e director da sua accionista, a Rádio Renascença, que proferiu uma declaração – espécie de “artigo de fundo” da primeira página que se estava a abrir para o público-espectador. Palavras finais: “Como portugueses, felicitamo-nos mutuamente pelo grande acontecimento deste dia: a inauguração de sessões regulares, embora experimentais, de Televisão em Lisboa. Outras nações começaram mais cedo. É porém incontestável que estamos a andar mais depressa e melhor do que muitas delas. Demo-nos parabéns uns aos outros e cooperemos todos para que o difícil empreendimento seja coroado de pleno êxito. Trata-se da Televisão Portuguesa, isto é, para Portugal e digna de Portugal – digna da nossa história, do nosso patriotismo, das nossas tradições e das nossas crenças, instrumento e alavanca da elevação cultural, artística e espiritual da boa gente lusitana.”
"Eleições Presidenciais/76" – candidatos entrevistados pelo jornalista Joaquim Letria
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Falência técnica da RTP e situação financeira desastrosa: |
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Custos de funcionamento muito elevados e em evolução descontrolada: |
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Manter um canal nacional de vocação generalista (RTP1), orientado para uma verdadeira programação de serviço público. |
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Desenvolver um novo conceito para a RTP2, abrindo-a à participação activa da sociedade civil e possibilitando para os parceiros seleccionados a oportunidade de estabelecer uma via de comunicação directa com o público. |
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Preparar a autonomização dos canais RTP Açores e Madeira através da criação |
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Potenciar a RTP Internacional e África, melhorando a sua programação e alargando o seu papel na defesa da língua e cultura portuguesas em todo o mundo. |
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Preparar a transferência dos arquivos históricos da RTP para o Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM), de forma a garantir a segurança e tratamento de um património de reconhecida importância histórica. |
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Preparar a televisão pública para os desafios das novas plataformas, nomeadamente no domínio do digital e da multimedia. |
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Audiências |
2001 |
2002 |
2003 |
2004* |
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RTP1 + 2: |
25.7% |
26.4% |
28.8% |
29.2% |
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Telejornal da RTP1 |
24.3% |
24.2% |
28.2% |
29.3% |
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ornal da Tarde RTP1 |
29.9% |
32.9% |
36.0% |
36.4% |
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RTP1 + 2: Cla |
26.2% |
26.5% |
29.7% |
30.7% |
*(Até 15 de Março)
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Aumento de receitas |
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Dinamização comercial e crescimento das receitas da RTP, apesar da limitação do tempo de publicidade: receitas cresceram de 39 milhões de euros em 2002 para 48 milhões de euros em 2003. |
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Dinamização da oferta de multimedia e duplicação das receitas de 2002 para 2003. |
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Lançamento do MediaParque, no Porto, que deverá constituir-se como uma fonte adicional de prestação de serviços. |
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Alienação de activos excedentários. |
Com uma quota de mercado de 30,8%, o grupo RTP (RTP1, 2:, RTP África, RTP N e RTP Memória) cresce pelo 5º ano consecutivo e alcança a liderança do mercado, quando comparado com os restantes grupos. Esta é a primeira vez, desde 2000, que o Grupo RTP se situa no 1º lugar.
É na oferta de “Ficção” que a RTP1 regista o maior aumento de competitividade do ano (+2,7pp). Em 2005, a média dos programas que se incluem nesta tipologia era de 18,3% share e em 2006 chega aos 21%. Essa subida deve-se em grande medida à adequação da oferta. Na faixa 14:00-15:00hs., a RTP1 aposta na oferta de novelas – uma ausência que os espectadores presentes naquele segmento horário sentiam – e obtém o reconhecimento do público.
Os resultados demonstram esse sucesso: Escrava Isaura salda as emissões de 2006 com 57% de share; Essas Mulheres alcança os 40,2%sh. e, actualmente, Os Ricos Também Choram ronda já essa fasquia ao deter uma quota de mercado de 39,1%.
O Dança Comigo é líder de mercado e exibe uns robustos 31,6% de Share.
Isto é uma espécie de Magazine conquista a cada nova emissão mais adeptos. O programa detém já uma uma plateia fiel de mais de 1 milhão de espectadores, o que representa uma média de 30,4% de share.
Os bem humorados Preço Certo (28%sh) e Um Contra Todos (23,5%) são igualmente motores da excelente prestação da RTP1 na área do “Entretenimento”.
Por fim, salienta-se ainda, os programas Só Visto (29%sh) e Top+ (26,7%sh), dois produtos que alcançam igualmente excelentes resultados e cumprem com enorme sucesso o objectivo de aproximar a RTP1 de um público mais jovem.
O crescimento do grupo RTP, dos 29,7% de share obtidos em 2005 para os 30,8% de share de 2006, reflecte o crescimento alcançado na maioria dos Targets Marktest. Com subidas acima de 1 ponto percentual destacam-se, os segmentos etários acima dos 45 anos, o target Feminino, a classe A/B, C2 e D e também nos grandes centro urbanos de Lisboa e Porto. As únicas quebras de competitividade não chegam a meio ponto percentual e verificam-se
Em 2006, a RTP1 afirma mais uma vez o percurso de recuperação iniciado em 2002 e salda o ano com 24,4% de share, como já referimos o melhor resultado desde 1999, se excluirmos o ano do Euro 2004.
Este ano a programação da RTP1 atinge o patamar dematuridade, estabilizando a oferta. Vejamos em detalhe:entre1 de Janeiro e 4 de Dezembro de 2005 a RTPcontou com 8079 emissões, em igual período de 2006 aestação contou com 7738 emissões, ou seja, menos 341.
Como se pode verificar no gráfico apresentado, essa redução no número de emissões, não afectou a diversidade da oferta da RTP1 e na distribuição por tipologias de programação a estação mantém resultados idênticos aos verificados em 2005.
A publicidade é paga, mas com o serviço público a RTP tem obrigações de promoção de assuntos e eventos de reconhecida relevância e utilidade nacional.
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As novas instalações da Rádio e Televisão de Portugal reúnem, numa mesma sede em Lisboa, as principais actividades da RTP SGPS (funções de holding, serviços administrativos e de suporte), RTP (operador público de televisão), RDP (operador público de rádio).
O desenvolvimento de sinergias comuns, a eficiência resultante, a melhor circulação dos fluxos de comunicação, a facilidade de partilha de recursos e a inovação tecnológica são as características base desta nova solução, que apresenta vantagens operativas claras para todo o Grupo Rádio e Televisão de Portugal.
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A RTP1 é um canal generalista, com componente comercial e que privilegia a ficção nacional, informação, desporto e entretenimento, com o objectivo de proporcionar uma escolha variada, atendendo assim às solicitações de todos os estratos que compõe o universo dos telespectadores. |
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Setembro 2002 – Decisão Mudança de Instalação |
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Outubro 2002 – Escolha da Localidade |
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Novembro de 2002 – Negociação c/ Parque Expo e selecção parceiro financeiro |
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Dezembro 2002 - Assinatura de Contrato |
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Fevereiro 2003 - Adjudicação dos projectos |
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Fevereiro 2003 - 1º estudo de ocupação funcional |
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Março 2003 – Selecção da fiscalização e coordenação da obra |
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Abril 2003 - Concurso Demolições e Estrutura |
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Abril 2003 - Concurso Transferência Técnica |
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Junho 2003 - Concurso empreitada principal |
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Agosto 2003 - Início da obra |
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Outubro 2003 - Recepção dos primeiros pisos |
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Janeiro 2004 – Primeira área funcional instalada no edifício – Promoção de Programas |
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Fevereiro 2004 – Arranque das emissões internacionais da RTP |
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Março 2004 – Mudança Logística |
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Março 2004 – Arranque das emissões RDP -RTP |
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31 Março 2004 – Inauguração por Sua Excelência O Primeiro Ministro |
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A Equipa José Alberto Carvalho Luís Costa, José Manuel Portugal, Miguel Barroso e António Esteves Luís Castro e Rosário Salgueiro João Fernando Ramos, Sandra Sousa e Duarte Valente |
RÁDIO E TELEVISÃO DE PORTUGAL – Ficha Técnica |
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GABINETE PARA A COOPERAÇÃO |
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GABINETE DE APOIO AOS PROVEDORES |
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DIRECÇÃO DE RECURSOS HUMANOS |
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DIRECÇÃO DE PATRIMÓNIO, CONTABILIDADE E FINANÇAS |
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DIRECÇÃO DE COMPRAS |
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DIRECÇÃO DOS ASSUNTOS JURÍDICOS E INSTITUCIONAIS |
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GABINETE DE AUDITORIA ADMINISTRATIVA E DE PROCEDIMENTOS |
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GABINETE DE PROJECTOS E DESENVOLVIMENTO |
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SECRETARIA GERAL |
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CENTRO DE FORMAÇÃO |
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GABINETE DE ASSUNTOS SOCIAIS |
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DIRECÇÃO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO |
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GABINETE DE ESTUDOS E DOCUMENTAÇÃO |
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GABINETE DE PLANEAMENTO E CONTROLO DE ANTENAS |
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DIRECÇÃO DE EMISSÃO E ARQUIVO |
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DIRECÇÃO DE MEIOS DE PRODUÇÃO |
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DIRECÇÃO DE ENGENHARIA E TECNOLOGIAS |
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DIRECÇÃO COMERCIAL |
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GABINETE DE AUDIÊNCIAS E ESTUDOS DE MERCADO |
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GABINETE DE COMUNICAÇÃO E MARKETING |
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DIRECÇÃO DE PROGRAMAS DA TELEVISÃO |
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DIRECÇÃO DE PROGRAMAS DA RÁDIO |
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DIRECÇÃO DE INFORMAÇÃO DA TELEVISÃO |
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DIRECÇÃO DE INFORMAÇÃO DA RÁDIO |
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RTP 2 |
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RTP MEMÓRIA |
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RTP N |
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DIRECÇÃO DE ANTENAS INTERNACIONAIS RDP |
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GABINETE DE MULTIMÉDIA |
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CENTRO REGIONAL NORTE (RDP) |
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CENTRO REGIONAL COMUM DE FARO |
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CENTRO REGIONAL COMUM DE COIMBRA |
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CENTRO REGIONAL DA MADEIRA |
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CENTRO REGIONAL DOS AÇORES
Contactos:Sede Telefones:RTP SA – Lisboa (geral) Outras Informações:A redacção está descentralizada, Lisboa, Porto, Coimbra, Castelo Branco, Faro, Bragança e Évora
Falência técnica da RTP e situação financeira desastrosa: 12 Custos de funcionamento muito elevados e em evolução descontrolada: 12 Grupo RTP lidera o mercado televisivo. 14 É com a “Informação” que a RTP1 obtém a melhor prestação do ano. 14 É na “Ficção” que a RTP1 mais cresce. 14 “Divertimento”, uma área em que a estação detém os melhores formatos do mercado. 15 Em 2006, Grupo RTP cresce em 18 dos 20 Targets Marktest. 15 |
Trabalho por:
Marta Sousa
Marisa Santos
Paula Pinto
podiam por a mira técnica da RTP