Ao contrário do que tinha sido inicialmente prometido, a China vai censurar a Internet utilizada pelos media estrangeiros durante os Jogos Olímpicos de Pequim. O Comité Olímpico Internacional promete reunir-se com as autoridades chinesas para contestar a posição agora assumida.
A China vai quebrar a promessa de garantir liberdade total aos media durante o evento. Um responsável do comité de organização afirmou esta quarta-feira que os jornalistas não vão ter acesso a determinados sites. Entre as páginas interditas estão as que contenham informações sobre o movimento espiritual Falungong, que é proibido na China.
“Durante os jogos Olímpicos, vamos fornecer um acesso à Internet suficiente para os jornalistas”, revelou Sun Weide, porta-voz do comité de organização dos Jogos Olímpicos.
“A nossa promessa era que os jornalistas pudessem dispor de Internet para o seu trabalho durante os Jogos Olímpicos. E nós concedemos acesso suficiente para isso”, acrescentou.
Os jornalistas que trabalham na sala de imprensa dos Jogos Olímpicos já se queixaram de não poder aceder aos sites da Amnistia Internacional, da BBC, da rádio alemã Deutsche Welle, do jornal Apple Daily, de Hong-Kong, e do Liberty Times, de Taiwan.
O Comité Olímpico Internacional já reagiu a esta notícia, afirmando-se decepcionado com a organização dos Jogos Olímpicos. O presidente do COI e o director de imprensa avisaram que vão reunir-se com as autoridades chinesas para discutir o assunto.
É triste e mesmo vergonhoso que o Comité Olimpico Internacional permita que tal aconteça. Simbolizando o que de melhor há no ser humano os Jogos Olimpicos não deveriam ser utilizados como ferramentas propangandistas para regimes como o chines e como o nazi.
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