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	<title>COMUNICAMOS &#187; Alexandre Gamela</title>
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	<description>By: João Simão</description>
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		<title>DEBATE #cfund: NOVOS MODELOS DE NEGÓCIO PARA OS NOVOS MEDIA</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 19:16:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Gamela</dc:creator>
				<category><![CDATA[DEBATE]]></category>
		<category><![CDATA[cfund]]></category>
		<category><![CDATA[jornais]]></category>
		<category><![CDATA[JORNALISMO]]></category>
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		<description><![CDATA[Crosspost com O Lago Não posso dizer que o debate #cfund no Twitter tenha sido um sucesso estrondoso, mas foi excelente para aceder às ideias de jornalistas, viciados nos media e utilizadores comuns sobre novos modelos de negócio para os novos media. Durante 10 horas de debate activo, atingimos uma média de 70 tweets por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><script src="http://s.bit.ly/bitlypreview.js"></script></p>
<p><a href="http://www.comunicamos.org/cfund"><img class="size-full wp-image-1910 aligncenter" title="comunicamos-debate-crowdfunding_1235146412324" src="http://olago.wordpress.com/files/2009/02/comunicamos-debate-crowdfunding_1235146412324.png" alt="Debate clip" width="472" height="221" /></a></p>
<h6><a href="http://olago.wordpress.com/2009/02/20/cfund-debate-wrap-up-conclusoes/" target="_blank">Crosspost com O Lago</a></h6>
<p><strong>Não posso dizer que o <a href="http://www.comunicamos.org/cfund" target="_blank">debate #cfund no Twitter </a>tenha sido um sucesso estrondoso, mas foi excelente para aceder às ideias de jornalistas, viciados nos media e utilizadores comuns sobre novos modelos de negócio para os novos media. Durante 10 horas de debate activo, atingimos uma média de 70 tweets por hora, o que mostra como foi animado. Não encontrámos nenhuma solução sólida para o financiamento dos media online, mas demos muitas sugestões. Esta conclusão é uma mistura das minhas interpretações e as palavras dos que participaram no debate. A eles o meu obrigado.</strong></p>
<p>Começámos com uma sondagem para saber se as pessoas estavam dispostas a pagar por notícias, e, desde logo, o não ganhou um grande avanço. Mas, como o debate mostra, os utilizadores estão dispostos a pagar por aplicações e serviços especiais, e a financiar jornalismo de investigação. Rapidamente o <a href="http://spot.us/" target="_blank">Spot.us</a> surgiu na conversa, ou não fosse este um debate sob o signo do crowdfunding. O projecto de Dave Cohn reuniu consenso como exemplo do que se devia apoiar financeiramente: jornalismo local e independente. Na verdade, conteúdo local e único estão na frente das prioridades dos utlizadores dispostos a pagar.</p>
<p><span id="more-4257"></span></p>
<p>Mas para o resto das notícias, qual será o melhor modelo a aplicar? Foram sugeridos os micropagamentos, mas apenas se houvesse um sistema universal, em vez de específicos que isolassem os jornais. Achei este modelo um pouco difícil de aplicar, mas vejo o objectivo: quanto mais simples para o utilizador melhor. A importância dos nichos de mercado e as especificidades das comunidades foram apontados como fundamentais na definição dos produtos informativos.</p>
<p>Houve comparações muito interessantes com a indústria musical, apesar de ser necessário destacar as diferenças: a música é um produto permanente, enquanto que as notícias têm uma vida curta, agora aumentada no arquivo infinito da web. As semelhanças surgem na forma como os utilizadores se relacionam com a distribuição do produto, e como as soluções apresentadas pela indústria musical podem resultar para a indústria de informação. Um sistema tipo iTunes podia funcionar se fosse realmente barato e o conteúdo podia ser personalizado. Compravam-se as notícias que se queria. Mas rapidamente vejo muitas razões para não funcionar: como se disse antes, eu não quero comprar notícias, e qualquer um podia partilhar o conteúdo com quem quisesse. E não quero dar desculpas a ninguém para criar uma RIAA para as notícias&#8230;</p>
<p><a href="http://twitter.com/rgcaldas/statuses/1227221666"> <img class="size-full wp-image-1911" title="twitter-rgcaldas-cfund-pros-engage-users-_1235146328705" src="http://olago.wordpress.com/files/2009/02/twitter-rgcaldas-cfund-pros-engage-users-_1235146328705.png" alt="Crowdfunding" width="526" height="117" /></a></p>
<p>A opção do crowdfunding foi amplamente discutida ao longo do debate. Um sistema que se apoiasse nas contribuições livres e espontâneas dos utilizadores &#8211; ou a pedido para financiar reportagens &#8211; é um conceito muito bem aceite pela maioria dos participantes. Eu tive que perguntar sobre os prós e os contras do crowdsourcing, e demos com algumas falhas neste modelo, se usado em certas estruturas.</p>
<p>A melhor parte do crowdfunding é que inclui os utilizadores no preocesso, e eles colocam o dinheiro onde está a sua confiança. Mas isso implica a criação de conteúdo valioso e fiável. É uma lógica Darwinista, só os melhores sobreviveriam. Contra está a escala &#8211; resultaria melhor com empreendimentos mais pequenos, com um grande mercado. Portugal tem 10 milhões de habitantes, por isso na maioria das cidades um projecto apoiado em crowdfunding não durava muito, mas poderia sobreviver a nível nacional. À escala americana seria ao contrário. Outro problema que foi levantado foi a sustentabilidade: como manter s utilizadores interessados e a contribuir regularmente. E como alguém disse, já é difícil agradar a um patrão, quanto mais a uma multidão deles.</p>
<p>Também discutimos se as empresas deveriam ter ou não fins lucrativos. Depender de apoios externos é arriscado, e acredito que sem um lado comercial, competitivo, o negócio das notícias perderia um pouco a garra. O interesse público foi discutido, mas acho que todas as notícias são de interesse público. As opções editoriais definem o grau de importância de uma história para um público específico, e agora essas opções são facilmente assumidas pelos utilizadores quando escolhem as fontes das notícias que querem. Eles passam a ser os editores.</p>
<p>Além disso, num ambiente tão rico em conteúdos, os utilizadores é que têm a última palavra. Há um intermediário que sai do circuito, o que favorece escritores e jornalistas freelancers, que assim podem trabalhar directamente para o seu público, livrando-se de uma estrutura editorial e até das edições tradicionais.</p>
<p><img class="size-full wp-image-1912" title="yelvington2" src="http://olago.wordpress.com/files/2009/02/yelvington2.png" alt="More than news | Mais do que notícias" width="599" height="82" /></p>
<p>Ao fim de algum tempo tornou-se claro que o problema não se restringe apenas à distribuição. Não é o como as pessoas pagam que interessa. É o que elas pagam. Existe um problema estrutural que não está limitado aos canais de distribuição. Foi defendido que os media tradicionais não estão a tentar criar novos modelos de negócio, mas antes a fazer uma tentativa desajeitada para adaptar o velho sistema a um novo ambiente. Simplesmente nunca vai resultar, a web é como o espaço sideral, as leis da Terra não se aplicam. Os blogs relacionam-se mais com o seu público, estão mais ligados às pessoas que os lêem, porque existe um vínculo. Os jornais eram objectos, marcas, um produto com gente intocável lá dentro. Os utilizadores estão fartos disso.</p>
<p>Outra coisa que me surpreendeu foi a inclusão do papel nos possíveis modelos de negócio sugeridos. O papel tem importância na indústria de informação porque ainda existe um público enorme para ele. Deveria ser tratado como um produto de luxo, e não para forrar galinheiros. Foi sempre o conteúdo que definiu os jornais. Criem um bom conteúdo para o papel,que as pessoas compram-no. Menos pessoas, mas isso faz parte da definição de nicho de mercado.</p>
<p>E como Steve Yelvingto sugeriu, porque é que estão a tentar vender apenas um jornal? Alarguém o âmbito e criem outros produtos que também são jornalismo. Quantos de vocês compraram um jornal por causa da BD, ou o suplemento de desporto, ou os livros que vinham junto? Muitas vezes as pessoas compravam jornais não por causa das notícias, mas pelo entretenimento. Por isso acho difícil convencê-las agora a pagar por notícias. Não nos cobrem pelo conteúdo , mas pelo produto de qualidade. Ok, este bocado é meu.</p>
<p>No geral foi um dia por vezes agitado mas bem passado à frente do computador. Tenho pena que não tenham participado mais especialistas e jornalistas. As histórias de guerra têm sempre mais piada quando são contadas por quem esteve nas trincheiras. Mas este debate está longe de estar terminado, por isso ainda iremos ouvir muito deles. Outra coisa engraçada foi a quantidade de posts publicados ontem relacionados com os novos modelos de negócio, o que quer dizer que mesmo sem saber, havia muita gente a cheia de vontade de participar.</p>
<p>Tenho que agradecer a todos os que se nos juntaram ontem, com um agradecimento especial para o João Simão, professor universitário na <a href="http://www.utad.pt/" target="_blank">UTAD</a> e que está a tentar fazer a diferença, ele ajudou a organizar e a alojar este debate no seu site em poucos dias. Vamo-nos já preparar para o próximo.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1914" title="yelvington-final1" src="http://olago.files.wordpress.com/2009/02/yelvington-final1.png?w=594&amp;h=74" alt="yelvington-final1" width="594" height="74" /></p>
<p><script src="http://s.bit.ly/bitlypreview.js"></script></p>
<p><script src="http://s.bit.ly/bitlypreview.js"></script></p>
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